Casais Inteligentes, Decisões Financeiras Erradas.

cada centavo conta

O que fazem pessoas e casais inteligentes tomarem decisões tão erradas financeiramente? Posso dizer que sou privilegiado em termos de pessoas que estão, de um jeito ou de outro, próximas de mim. Seja no trabalho, na família ou entre amigos, muitas são pessoas lúcidas, de alto nível de instrução e com longa experiência de vida. Mas, quando entra na seara das finanças pessoais e do casal possuem extrema dificuldade em se manter saudáveis. É comum ouvir histórias de casais, que apesar de viverem relativamente bem e em relacionamento estável, escondem, um do ou outro, gastos excessivos, até que a “bola de neve” é tão grande que acaba engolindo a própria paz familiar.

 

Antes de qualquer outra coisa, não podemos confundir entre possuir alto nível de instrução com a capacidade de pensar em longo prazo, fazer planos de investimentos e viver dentro daquilo que é possível na medida em que caminhamos de acordo com as nossas metas. Para ficar claro, primeiramente, estou falando de educação financeira, àquela que não se aprende na escola (infelizmente!), mas que devemos buscar nós mesmos, lendo livros, trocando experiências e estudando bastante e que por si só, a falta já constitui um fato impeditivo para muitos de um melhor relacionamento com o dinheiro.

 

Segundo, somos constantemente bombardeados por anúncios e propagandas que nos direcionam a consumir cada vez mais. Já fez um contagem de quanto anúncios de carros existe no Jornal Nacional (horário nobre no canal aberto mais assistido da TV brasileira)? Lá vai o coitado comprar um carro muito acima de que realmente poderia e criar uma dívida enorme por um…carro??? Isso! Afinal, como diz a propaganda de um posto de gasolina “Apaixonados por carros como todo brasileiro”. Outros exemplos? Compras exageradas de bolsas, sapatos, joias absurdamente caras, bugigangas em geral que na medida que se avolumam (no seu cartão de crédito e na sua casa) tornam-se uma bomba relógio das mais potentes.

 

Terceiro, realmente falta a formalidade de uma educação sobre finanças e relacionamento com o dinheiro nas nossas escolas e instituições que abririam nossa mente para que se possa, no mínimo, entender o sistema social e econômico em que vivemos e aí realmente tomar decisões financeiras inteligentes, que prepararão nosso futuro desde criança para, mais tarde, aproveitarmos a vida de forma mais plena e claro, ter o direito de descansar.

 

Quarto, a falta de diálogo entre casais, que apesar de viverem sob o mesmo teto, são separados nas decisões financeiras. Devemos entender que um relacionamento saudável, passa justamente por planejamento familiar (onde morar? Quantos filhos? Ter um carro? Dois? Quanto vou guardar e investir?) que envolve toda a parte financeira. Viver apagando fogo, contraindo dívida para pagar dívida da família é uma forma miserável de viver um relacionamento.

 

 decisões financeiras corretas
Quinto, finalmente percebemos que conhecimento não é nada sem atitude. Querer ficar sempre na sua zona de conforto e ter medo de mudar, não importa o quanto inteligente você seja, não alterará seu destino. Você terá sempre os mesmos resultados. Nadar contra a maré, trilhar o caminho menos usado exige força, tenacidade e acima de tudo, atitude.

 

Para sintetizar, tenho uma boa e má notícia. Primeiro, a má : Como é difícil tomar as rédeas de sua vida e trazer para si a responsabilidade dos seus atos! É muito mais fácil culpar o vizinho, culpar o revés do seu destino que já estava escrito nas estrelas por uma entidade toda poderosa que tudo sabe, tudo vê e blá, blá, blá… ou seja lá quem você queira culpar. Muito mais simples é continuar com uma atitude infantil, empurrando seus fracassos e continuar levando uma vida distorcida financeiramente que, mais cedo ou mais tarde, chegará à um inevitável colapso, a não ser, é claro, que você continue pedindo dinheiro emprestado para seus amigos….Ah, a boa notícia? É extremamente gratificante quando você se livra das pressões da mídia consumista, dos padrões que a sociedade te empurra goela abaixo e consegue enxergar além, percebendo que suas atitudes é que moldarão seu futuro, tornando seu presente cada vez melhor. Pena que eu demorei mais de 30 anos para descobrir isso. E você, caro leitor ou leitora, quanto tempo vai demorar?

 

Não deixe de ler também: Colunista Arthur Dapieve no artigo Shinkansen 

 

 

 

Crédito das ilustrações: www.freedigitalphotos.net

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escrito por Fred

Fred

Sou profissional de informática com mais de 10 anos de experiência na área e tenho grande interesse em educação financeira e investimentos. Sou também criador do blog Cada Centavo Conta sobre educação financeira e oportunidades na Internet. Tenho como Hobbies a leitura de histórias em quadrinhos e ficção científica.

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